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ESTADO ATEU: OS PERIGOS DA "MARXIZAÇÃO" NA SOCIEDADE BRASILEIRA
*Por Alan Nunes
A República Federativa do Brasil é um país laico, todos sabem disso. Desde a queda da Monarquia, em 1889, e a ascensão positivista nos primórdios da República recém-criada, que o Catolicismo deixara de ser a religião oficial do Estado. Ruim para as aspirações de planejamento humano da República Velha, pior para a fé religiosa do homem cristão brasileiro, que viu multiplicarem-se, nas décadas vindouras, centenas de igrejas e religiões que não condiziam com suas crenças, edificadas por Pedro no apogeu romano. Maçonaria, Protestantismo, Umbanda e Candomblé, com discursos como os da individualidade e da competitividade, formavam o quarteto que arrebanharia os milhões de fiéis da Sacrosanta Igreja Católica, dispostos a ascenderem socialmente nessas religiões por meio de suas duvidosas pregações.
Durante o crescimento ideológico na República Oligárquica, o que mais assustou não foi a ascensão das pseudo-religiões cristãs ou dos cultos afro-americanos em nome de deuses pagãos, mas, sim, o ATEÍSMO declarado da nova e perigosíssima doutrina que há muito assolava a Europa: O MARXISMO.
O ideólogo e fundador da doutrina social-comunista, Karl Marx, juntamente com Friedrich Engels, redigiu o seu "Manifesto do Partido Comunista" conclamando a massa operária a lutar contra a religião de Cristo. A Sacrossanta Igreja Católica era severamente agredida com panfletos e artigos, nos quais se dizia, entre outras heresias, que "A Religião é o ópio do povo", ou, com blasfêmias do tipo "Não foi Deus quem inventou o homem, mas, sim, o homem que inventou Deus".
A ideologia socialista atravessou a atlântico, e, em 1922, os brasileiros de boa índole assistem estupefatos a criação do Partido Comunista Brasileiro (PCB), que era encarregado de propagar o Estado Ateu no seio da sociedade essencialmente cristã. A tentativa de "comunização do Brasil" foi frustrada, pelo poder de Deus e pelas mãos dos homens de bom senso que dirigiam a máquina estatal da época. Mais tarde, já no quarto ano da década de sessenta, o Comunismo foi banido de vez da cena política oficial brasileira, com a máxima da "Marcha da Família com Deus pela Liberdade", que contou com mais de um milhão de fiéis cristãos, cansados do risco que corria a sociedade brasileira, tendo um presidente de esquerda no poder, João Goulart, o Jango. Clamavam pelo retorno da verdadeira democracia e por uma sociedade balizada na ética, na moral e nos ensinamentos da religião católica.
Mas a revolução que ocorrera na época não foi escarlate, do sangue e do ódio dos comunistas, mas, sim, verde-oliva, a cor das florestas brasileiras e do belo lábaro estrelado. A Revolução Democrática de 1964 estava consolidada.
Por vinte anos, a Sacrossanta Igreja Católica permaneceria inabálavel, posto que os comunistas não poderiam mais ousar o tão sonhado Golpe de Estado que decretaria o fim do cristinanismo no Brasil. No entanto, logo o Regime de 64 começou a ruir, com a dissidência latente de homens treinados nos bastiões bolchevistas do exterior, como o sociólogo Fernando Henrique Cardoso – que se arrependera tardiamente e entregou-se ao neoliberalismo – e por intermédio dos que, em solo nacional, não possuíam capacidade intelectual, mas muita bravata, e se atreviam a engendrar sindicatos e associações no ABC paulista para o crescimento próprio e reconhecimento midiático.
Outros ainda ousavam a luta armada, como utopia para tentar impor aos cidadãos a sua ideologia atéia, como foi o caso da execrável Guerrilha do Araguaia. Fracassaram, é claro, massacrados pelos soldados do Exército Brasileiro, guiados por Deus, como Cruzados medievais rumo a libertação da Terra Santa em mãos bárbaras.
Escrito por Redator às 14h06
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Todavia, com a queda do Regime Militar (ainda em plena Guerra Fria), os comunistas ganharam um novo fôlego, mas, desta vez, foram vencidos por uma elite anti-patriótica que outrora comungava com os seus ideais, antigos admiradores do regime Soviético. Chegara a vez dos neoliberais tomarem a vanguarda do poder público brasileiro, privatizando a preços pífios as grandes e lucrativas estatais criadas no período varguista e firmadas posteriormente nas políticas nacionalistas de Castello e Médici. Os neoliberais fizeram uma mescla de populismo – herdado de suas raízes marxistas – e do livre mercado keynesiano, importado dos "Chicago Boys" e concretizado pelos economistas brasileiros.
Foram aproximadamnte quinze árduos e longos anos de neoliberalismo, onde o trabalhador brasileiro viu as suas economias exaurirem ou simplesmente ser demitido de seu emprego. A Sacrossanta Igreja Católica, por sua vez, não ficou imune ao período em que ideologias de cores-outras tentavam contra a fé cristã.
Nesse contexto, onde a sociedade liberal reinou com o seu "excesso de democracia", a Teologia da Libertação é a prova cabal da tentativa dos comunistas de tomarem o poder, agora não pela força das armas, mas, sim, pela retórica barata de alguns dissidentes do clero eclesiástico. Com o neoliberalismo em marcha e com o inevitável descaso estatal, os comunistas acharam a fenda perfeita para corroborarem os seus atos, usando a mídia sensacionalista para corromperem a juventude e alienarem a população leiga, que via as manifestações dos Teólogos Libertadores como a fuga para a tão sonhada anarquia juvenil, ou para aplacar as mazelas que atingiam os menos favorecidos.
A Sacrossanta Igreja Católica, obviamente, repeliu rigorosamente essa tendência que ganhava adeptos a cada dia. Tendo como arauto o Santo Padre, o Papa João Paulo II, que foi um combatente ativo e respaldado artífice da queda do comunismo no leste europeu, a Teologia da Libertação fora repudiada pelo Vaticano e os seus seguidores expulsos e ou excomungados da Igreja Apostólica Romana, caindo no esquecimento.
O neoliberalismo político sai de cena, deixando o seu legado econômico para a presente geração. Contudo, a "comunização" da sociedade continua nos tempos de hoje, com a instalação de um governo populista e demagógico no poder. Hoje se torna corriqueiro a propagação retrógrada dos socialistas, seja nas escolas, nas universidades, na televisão, no trabalho, entre tantos outros lugares. Na educação dos jovens, ainda há o agravante das tendências pseudo-revolucionárias. Isso explica o fato de Che Guevara, que nada tem a ver com o Brasil, ser considerado um mito pelos jovens, ao passo que heróis nacionais são praticamente desconhecidos por estes mesmos jovens, doutrinados pelos professores comunalhas. A própria doutrinação é um fato condenável e uma dos mais anti-éticos atos de um professor. Mais não é só isso: os livros do Ensino Fundamental e Médio são escritos em sua maioria pelos propagadores da ideologia marxista. Um exemplo clássico são os livros didáticos da atéia Marilena Chauí - Filosofia no Ensino Médio – e do não menos ateu Milton Santos – Geografia.
"Jovem! Cuidado com o que passa ao teu redor. Se tal ideologia fosse a panacéia do mundo, hoje Estados como Rússia, Cuba, Coréia do Norte, Camboja, entre outros, estariam com uma economia de ponta e com índices sociais saudáveis, o que definitivamente não ocorre. Então segure firme a tua bíblia, aperte o teu terço contra o peito, ajoelhe-se em frente a imagem de Nossa Senhora Maria Santíssima e siga copiosamente os conselhos de Pio XI, ao qual dizia:
"Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista" (Pio XI - Quadragésimo Anno).
*Alan Nunes é Licenciado em Estudos Sociais, com Habilitação em História, pela União Pioneira de Integração Social.
Escrito por Redator às 14h05
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