Observa-se que a honra e o nacionalismo ocidental germinaram de um arcabouço ideológico no cerne europeu. A honra para os cavaleiros medievais era medida através de vários fatores, que variavam desde o seu grau sanguíneo até a sua habilidade com a espada. O guerreiro do século XI, iria para o combate com total convicção de superioridade, pois o mesmo era inflado de honra cavalheiresca e treinado para enfrentar a morte. Da mesma forma, um soldado SS do século XX, era mandado ao campo de batalha com uma carga emocional muito forte, impregnado de superioridade racial e após ter recebido um duro treinamento físico e uma lavagem cerebral de cunho nacionalista, que o conduzia a matar (ou morrer) impiedosamente os seus inimigos.
No Brasil, não temos o costume de guerrear, por isso, talvez, a maioria esmagadora da população não sabe sequer o que é nacionalismo. A honra, fora perdida depois que os valores materiais deram lugar ao resquício de moralismo existente na nação. O Brasil nunca quis invadir quaisquer espaços de terras fora de seu território. Atacou o Paraguai como justificativa de auto-defesa e participou de algumas outras guerras sendo pelego dos Americanos. Como exemplo clássico dessa falta de visão expansionista brasiliera - e da trágica alcunha de povo pacato e ordeiro - podemos citar as terras perdidas para a Bolívia no findar do século XIX e ínicio do século passado. O território onde se econtram as maiores jazidas de gás-natural do planeta está localizado ao leste das terras bolivianas. Terras que historicamente são do Brasil. Infelizmente os desarranjos de alguns políticos e diplomatas, tendo como propugnador o famoso e por demais brando Barão do Rio Branco, que através de uma política de interesses escusos, conseguiu apenas um terço do território que realmente pertence ao Brasil e que covardemente rendeu-se ao primeiro sinal de belicismo por parte dos bolivianos, preferindo os meios diplomáticos. Sem dúvidas que o Estado do Acre teria dimensões bem maiores se os brasilieros daquela época se dispusessem em armas. Perdemos essas terras e hoje pagamos um alto preço comprando gás-natural e investindo sem qualquer garantia de retorno em um país cujo o clima político é pior do que o nosso – sim, isso é possível. Ainda vemos hoje, aterrados, o governo esquerdista do Brasil e nossa multinacional petrolífera negociar com os (a)narco-traficantes bolivianos uma trégua para poderem tentar levar aquele país a normalidade. O natural seria o Brasil fazer alianças com os Argentinos e Americanos – e não com Evo Morales - e talvez, quem sabe, anexar a Bolívia como a 28° Unidade Federativa do Brasil.
Mas a nossa fama de povo servil não está restrita ao campo externo. A campanha sobre o Referendo do Desarmamento é outro modelo que faz a população se sentir segura. Pura falácia republicana e midiática. É isso que meia dúzia de deputados do Partido Verde (?!), alguns sociais democratas e os abastados da mídia querem, os mesmos que usam carros blindados, seguranças pessoais e cercas-elétricas em suas residências e que paradoxalmente são a favor da liberalização da maconha, do aborto e do uso indiscriminado da genética em seres humanos. Valores totalmente desvirtuados, onde os facínoras, estupradores e assassinos de pior estirpe, andarão armados e redobrarão seus crimes com a certeza que sua vítima não terá chance alguma à legítima defesa, pois esta lei funcionará apenas para tirar do cidadão honesto a sua única oportunidade de eliminação do bandido via arma de fogo.
No país em que os Direitos Humanos são o câncer do Estado, maquiando a verdadeira realidade do povo, sendo contra a tortura de presos, pena de morte e dando total estrutura aos criminosos, fica fácil entender como os limites do bom senso são obscurecidos dia após dia.
Reflito agora sobre a frase do ilustríssino Deputado Jair Bolsonaro, defendendo como poucos a Pena Capital no Brasil:
"Nenhum bandido que se sentou em uma Cadeira Elétrica, voltou para cometer crimes novamente!" (Dep. Bolsonaro).
*Alan Nunes é licenciado em Estudos Sociais, com Habilitação em História, pela União Pioneira de Integração Social.